Os produtos da sociobiodiversidade são bens e serviços gerados a partir de recursos biológicos provenientes de ecossistemas nativos, explorados por povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares.
Exemplos Principais
Açaí, castanha-do-brasil, borracha natural, óleos de andiroba e copaíba, babaçu, cacau nativo e fibras de tucumã são alguns dos principais produtos que conectam tradição, território e economia.
Agregação de Valor e Tecnologia
A estratégia para 2025–2030 rompe com a ideia de apenas extrativismo rudimentar. O objetivo é:
- Industrialização Local: Instalar biofábricas e laboratórios comunitários para que o beneficiamento ocorra na origem, preservando renda e conhecimento nas comunidades.
- Certificação e Rastreabilidade: Uso de tecnologias, como blockchain, para garantir ao mercado internacional que o produto não vem de área desmatada e que houve repartição justa de lucros.
Pilares do Plano de Ação (EPANB)
- PGPM-Bio: Fortalecer a Política de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sociobiodiversidade, assegurando renda ao produtor mesmo em crises de mercado.
- Compras Públicas: Incentivar que órgãos governamentais, como a merenda escolar, comprem alimentos e insumos da sociobiodiversidade.
- Repartição de Benefícios: Regulamentar o acesso ao patrimônio genético para que indústrias farmacêuticas e de cosméticos remunerem as comunidades detentoras do conhecimento.
Impacto Ambiental e Climático
O resumo da lógica é: "A floresta vale mais de pé do que derrubada." Ao contrário da monocultura, a exploração da sociobiodiversidade mantém a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. Comunidades que lucram com o açaí ou a castanha tornam-se as primeiras guardiãs contra invasores e grileiros.
Material completo do INSTITUTO CHICO MENDES em PDF
Acesse o documento completo sobre Produtos da Sociobiodiversidade e o Plano de Ação EPANB.